(Rio, maio de 2006) - O livro comemorativo dos 50 anos do Prêmio
Esso de Jornalismo, “Uma história escrita por vencedores”, lançado
recentemente, no Rio, relaciona os 630 trabalhos premiados ao longo desse
tempo - reportagens isoladas, séries de reportagens, fotos, conjuntos de fotos
ou seqüências, trabalhos de criação gráfica, primeira página e produções
regionais. O conjunto desses trabalhos compõe um retrato vibrante de meio
século de história do País.
Criado em 1955 com o nome de Prêmio Esso de Reportagem, o atual
Prêmio Esso de Jornalismo conseguiu mobilizar nessas cinco décadas um
contingente de mais de 15 mil profissionais de Imprensa, que optaram por
submeter seus trabalhos ao exame das diversas Comissões de Julgamento. Desse
teste, saíram vitoriosos nas mais diversas categorias em que se subdividiu o
Programa nada menos de 768 jornalistas, equipes de profissionais e veículos.
No livro, o Prêmio Principal, que leva o nome do programa, e o Prêmio
Esso de Reportagem de todos os anos são comentados em suas características
principais e especialmente ambientados na época em que foram elaborados. A
tarefa teve o apoio da RP Consultoria que há 14 anos administra e
coordena o Prêmio Esso de Jornalismo. A produção mobilizou 30
profissionais entre pesquisadores, redatores e editores que traçaram um dos
mais significativos registros do que de melhor se produziu no Jornalismo
brasileiro no período.
A relação de publicações vencedoras alinha grandes jornais e revistas lado a
lado com publicações regionais de praticamente todos os Estados brasileiros.
Muitas delas, como as revistas O Cruzeiro e Realidade, ou
influentes jornais das décadas de 40, 50 e 60, como o Correio da Manhã
e Última Hora, deixaram de circular, alguns há mais de 30 anos,
mas mantêm ainda destacada presença nos registros do Prêmio Esso
.
Destaques
O repórter Carlos Wagner desponta como o profissional que mais distinções
obteve em toda a história do Prêmio Esso, com a conquista de
sete prêmios regionais Sul, todos eles por trabalhos publicados na
Zero Hora. Logo a seguir, o jornalista Juarez Bahia figura com seis
trabalhos premiados, sendo três pela Tribuna de Santos e outros
três pelo Jornal do Brasil. José Hamilton Ribeiro, José Fialho
Pacheco e Chico Otávio aparecem em terceiro lugar com cinco trabalhos
premiados cada. Com quatro trabalhos, estão os jornalistas Augusto Nunes,
Dorrit Harazim, Manoel Carlos Chaparro, Oldemário Touguinhó, Renata Maneschy,
Renato Garcia, Romildo Maia Leite, Rubens Rodrigues dos Santos e Reginaldo
Manente, este último o fotógrafo com maior número de trabalhos premiados.
Entre as publicações com maior número de distinções figura o
Jornal do Brasil (73), seguido pelo Estado de S. Paulo (50), O
Globo (49), Folha de S. Paulo (31), Veja (27), Jornal da Tarde
(26), Estado de Minas (24), Zero Hora (20), Isto É
(14), Correio Braziliense (12) e O Dia (Rio) (12). A título de
curiosidade vale registrar que apenas duas publicações conquistaram o prêmio
principal três vezes seguidas: Folha de S. Paulo (1986-1987-1988)
e O Globo (2002-2003-2004).
No decorrer de sua história, o Prêmio Esso recebeu a
inscrição de mais de 20 mil trabalhos, os quais foram examinados por 382
jurados agrupados em mais de uma centena de comissões de julgamento. Para
desempenhar a difícil tarefa de indicar os melhores entre centenas de
trabalhos inscritos, a ESSO renova anualmente a escolha de um seleto grupo de
experientes jornalistas e profissionais de comunicação para compor as diversas
Comissões de Julgamento.
Na edição comemorativa dos 50 anos do programa, no ano passado, nada menos do
que 900 profissionais inscreveram para julgamento 1025 trabalhos os quais
foram examinados em diversas instâncias por cinco comissões julgadoras, num
total de 83 jurados. Do trabalho atento e isento executado pelos jurados
resulta em grande parte o prestígio e a credibilidade que o Prêmio Esso
desfruta entre os jornalistas brasileiros. Para atingir este objetivo, o
Programa conta com o suporte administrativo e financeiro da ESSO BRASILEIRA DE
PETRÓLEO, mas principalmente com o apoio sempre renovado da categoria
profissional dos jornalistas.
Ao comentar o lançamento do livro comemorativo dos 50 anos do Prêmio
Esso de Jornalismo, o Diretor de Assuntos Corporativos da Esso Brasileira
de Petróleo, Eduardo Lopes, ressaltou a certeza de a Companhia haver
contribuído “para que a força e o sentido da liberdade de expressão não se
perdessem em qualquer pedaço da história que percorremos durante o período de
existência do programa. Alguns de meus antecessores deram exemplos de coragem
e determinação, não cedendo a pressões eventuais ou muito menos buscando tirar
proveito inadequado de um programa sério e responsável” – destacou.
O jornalista Guilherme Duncan que por 16 anos acompanha o Prêmio Esso
, quer na qualidade de Gerente de Comunicação da Esso Brasileira de Petróleo
e, mais recentemente, como um dos coordenadores, destaca as características de
pioneirismo do programa ao longo de sua história ressaltando que nos anos 90,
o Prêmio Esso foi novamente pioneiro – “e dessa vez peço licença
para falar na primeira pessoa; pude instituir as categorias de Criação Gráfica
e Primeira Página, para reconhecer o trabalho daqueles que não assinam
matérias, que não aparecem na linha de frente, que trabalham quase
anonimamente para o grande público, mas que são absolutamente fundamentais
para a qualidade de uma publicação: os editores, editores de arte e
diagramadores.”
O jornalista Ruy Portilho, há 14 anos exercendo as atividades de coordenador
do programa, exalta por sua vez as características de independência e
transparência do Prêmio Esso, onde o julgamento dos trabalhos
é realizado por jornalistas de reconhecida competência e experiência atestadas
pelos seus pares, além de um sistema que permite ampla manifestação dos
jurados sobre todos os trabalhos postos em discussão.
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